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EXÔDO: DEUSES E REIS janeiro 19th

Ridley Scott sabe como comandar um espetáculo. Seja uma ficção cientifica angustiante dentro de uma nave espacial (Alien – O Oitavo Passageiro), seja robôs em crises existenciais em um planeta decadente (Blade Runner – O Caçador de Androides). Scott sabe fazer pequenas histórias de amor (Um Ano Bom), manda muito bem quando o assunto é pancadaria (Gladiador) e entende até da alma feminina em busca de liberdade (Thelma e Louise). Ridley Scott é também o cara que eu chamaria se quisesse invadir um pequeno país – o Paraguai, por exemplo. Isso porque as batalhas, táticas e estratagemas e são a principal especialidade do diretor inglês (vide Cruzada, Robin Hood, Falcão Negro em Perigo etc). Se não fosse cineasta, Ridley seria um general dez estrelas. E essa é a minha principal decepção com o seu ÊXODO: DEUSES E REIS.

Exodus 1

Fazer um filme bíblico nos dias de hoje não é nada fácil. Que o diga Darren Aronofsky, diretor de “NÓE” com Russel Crowe, ano passado. Todo simbolismo religioso acaba esbarrando em ceticismo, criticas e intolerância. Ainda mais se o autor do filme arrisca imprimir a sua própria visão a história. A história de Moisés e de como ele libertou o povo hebreu e os levou para a terra prometida é conhecida por praticamente todo mundo – seja pela narrativa religiosa ou pela superprodução dos que fez de Charlton Heston um astro (Os Dez Mandamentos, que Cecil B. de Mille dirigiu em 1956).

Exodus 3

ÊXODO não é ruim. Ele só não é um produto digno da grife Ridley Scott. Estão lá os cenários majestosos (reconstruídos a perfeição por computação gráfica), os figurinos fiéis e as cenas de batalha. As sete pragas que Deus lança sobre o povo egípcio ganham interessantes interpretações cientificas. E o habitual elenco estelar do diretor também foi escalado: Christian Bale encarna Moisés com sua cara de poucos amigos e Joel Edgerton (seu irmão Ramsés II) estão longe de despertar alguma simpatia – alias, causou antipatia a escalação de atores hollywoodianos para os papeis. Alguns como Sigourney Weaver, John Turturro e Ben Kingsley estão lá só para engrossar a lista de famosos nos créditos. Eles entram e saem sem acrescentar muita coisa ao filme.  Resta ao cineasta fazer a mais magnífica abertura do Mar Vermelho que o cinema, a tecnologia e sua imaginação ousassem conceber, mas… Ridley já foi mais inspirado. Até mesmo os dez mandamentos acabam sendo um epílogo meio corrido – talvez venha aí uma versão do diretor com maior ênfase nesta passagem, mas quem for ao cinema vai ter que se contentar com uma versão bem rápida desta passagem.

Exodus 2

Não dá para dizer que o espetáculo não vale o ingresso: a figura de Deus retratada na imagem de uma criança, o questionamento ideológico e o ceticismo de Moisés são algumas das boas ideias apresentadas pelo filme. Mas em se tratando de Ridley Scott, é muito pouco.

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  • Diretor - Ridley Scott
  • Ano - 2014
  • Idioma - English
  • http://www.exodusgodsandkings.com/
    • Aaron Paul
    • Ben Kingsley
    • Ben Mendelsohn
    • Christian Bale
    • Emun Elliott
    • Ewen Bremner
    • Ghassan Massoud
    • Golshifteh Farahani
    • Hiam Abbass
    • Indira Varma
    • Isaac Andrews
    • Joel Edgerton
    • John Turturro
    • María Valverde
    • Sigourney Weaver
    • Tara Fitzgerald

    The defiant leader Moses rises up against the Egyptian Pharaoh Ramses, setting 400,000 slaves on a monumental journey of escape from Egypt and its terrifying cycle of deadly plagues.

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